“Mongólia”, Bernardo Carvalho

MongoliaSinopsis:
“Um diplomata brasileiro recém-chegado à China é enviado, contra sua vontade, aos confins da Mongólia em busca de um jovem fotógrafo desaparecido um ano antes nos montes Altai.
Mongólia é ao mesmo tempo relato de viagem e ficção, numa espécie de diálogo que se estabelece entre o diário deixado pelo desaparecido e aquele que é escrito pelo diplomata que foi encarregado de o encontrar um ano depois, como se só pudessem avançar sobre as suas próprias palavras. São diários que relatam o contacto com os nómadas do deserto de Gobi e nas estepes mongóis; a vida dos tsaatan, criadores de renas, na fronteira com a Rússia, e a dos criadores de camelos no deserto do Sharga; o encontro com um cantor difónico, com um improvável monge budista e com um falcoeiro cazaque. Mostram um povo que exercita o misticismo como quem descobre a liberdade depois de setenta anos sob o jugo de uma ditadura comunista. Um país em que a memória se perdeu pelo uso da força, e a imaginação, antes cerceada, agora toma o lugar da memória, confundindo-se com as condições mais extremas da realidade.
Nos seus diários, o desaparecido e o diplomata revelavam a dificuldade de se relacionar com o que não conhecem. Expõem os seus preconceitos e limites enquanto um segue à procura do outro, ora desconfiados ora iludidos, condenados a ver uma realidade que deve muito às suas próprias imaginações e desejos, assombrados por histórias que parecem auto-reproduzir-se e cuja veracidade já não podem provar a não ser com a própria perdição. Histórias que os levam a embrenhar-se num mundo que não compreendem, um labirinto sem paredes. E, conforme um se aproxima do outro, nesse confronto entre Ocidente e Oriente, também a narrativa parece encaminhar-se para uma integração impossível entre modos diferentes de ser e pensar, num esforço para resgatar o que foi separado na origem, o que se perdeu e só poderá ser encontrado no terreno da ficção.”

Frases:
“Cometi muitos erros na vida. Abandonei projectos pessoais pela segurança e pela comodidade. Não tive coragem de assumir compromissos, não me arrisquei, e acabei só”
“Podia ter idéias equivocadas, mas pelo menos eram próprias, e tinha coragem ou a inconsciência de dizê-las”
“É preciso saber tirar vantagem dos obstáculos, transformá-los em instrumento”


De mi anterior blog “Leituras & Lecturas” ya desactivado.

Anuncios

Responder

Introduce tus datos o haz clic en un icono para iniciar sesión:

Logo de WordPress.com

Estás comentando usando tu cuenta de WordPress.com. Cerrar sesión / Cambiar )

Imagen de Twitter

Estás comentando usando tu cuenta de Twitter. Cerrar sesión / Cambiar )

Foto de Facebook

Estás comentando usando tu cuenta de Facebook. Cerrar sesión / Cambiar )

Google+ photo

Estás comentando usando tu cuenta de Google+. Cerrar sesión / Cambiar )

Conectando a %s