Opción “Listas” de Facebook

Como se sabe, Facebook tiene sus ventajas y desventajas. Entre las primeras, y descubierta recientemente, es la compilación de varias páginas de la misma temática (o no) en una “Lista”.

Al poder agrupar todas las páginas en una Lista, rápidamente se tiene acceso a todas las publicaciones hechas por esa página en vez de alguna que Facebook considere más importante y vincule en el panel inicial de noticias de cada uno.

Gracias a esta funcionalidad, he podido crear varias Listas:

  • Comida | Link
  • Cooperación & Voluntariado | Link
  • Info Mozambique | Link
  • Trabajo & Becas | Link
  • Traducción | Link
  • Universidades | Link

Cualquier persona con cuenta en Facebook puede seguir estas Listas para tener acceso a esa misma información.

¡Estáis todos/as invitados/as a seguirlas! :-)

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“Curriculum de viajanta”

Curriculum enviado a la oferta publicada por la agencia de viajes Nomad. Ni siquiera recibí un “No, nos interesa, gracias por enviar su curriculum”, ¡pero me encantó hacerlo! Aquí queda…

“CURRICULUM DE VIAJANTA”

IDENTIFICAÇÃO

1Era uma vez uma menina chamada Ana Mato Hombre, isto é, a própria! Lá pelo ano de 1979 nascia eu na aperegrinada terra de Santiago de Compostela, Espanha, logo no Dia do Pai, para fazer, pela segunda vez, muito felizes aos papais.

Após algumas andanças pelo mundo fora – que muito brevemente relatarei a seguir e que, de facto, são a inspiração deste “Curriculum de Viajanta” –, atualmente resido na formosa cidade invicta do Porto, Portugal, perfazendo já mais de 8 anos de experiências únicas e inesquecíveis. Bem, para que mentir, algumas merecem ser esquecidas!

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O meu ganha-pão neste momento é como trabalhadora por conta própria graças ao trabalho resultado da minha formação académica e a bendição (é, não é?) de ser mais uma espanhola em Portugal: Traduções! Mas, como bem sabido é por todos os que vivemos neste canto do mundo, qualquer rendimento é pouco para termos uma vida, quanto menos, folgada (leia-se, “para ter uma vida com um emprego que te permita, pelo menos, fazer uma viagem por ano”), pelo que, se os Senhores(as) Nomadianos engraçarem com o meu “Curriculum de Viajanta”, poderão contactar-me via e-mail (XXXXX) ou telemóvel (XXXXX) caso surja alguma oportunidade de trabalho, inclusivamente in situ nas vossas novas instalações!

EXPERIÊNCIA VIAGEIRA
PESSOAL
ÁFRICA: Argélia (2004), Mauritânia (2004), Madagáscar (2005), Marrocos (2005)
ASIA: Jordânia (2005), Síria (2005), Líbano (2005), Israel (2011)
AMÉRICA: EUA (1996) (Oregon, Califórnia) (2011) (New York)
EUROPA: Espanha (c/ Canarias, Maiorca), Portugal (c/ Madeira, Açores), Andorra (1994), França (1995), Polonia (2001), Inglaterra (2005), Itália (2005), República Checa (2006), Letónia (2006), Lituânia (2006), Estónia (2006), Grécia (2007) (c/ Mykonos, Santorini), Noruega (2009), Dinamarca (2009), Alemanha (2009), Luxemburgo (2011), Finlândia (2011)
PROFISSIONAL
ÁFRICA: Senegal (2008), África do Sul (2010)
AMÉRICA: Argentina (2004), Brasil (2004), México (2009), Trinidad & Tobago (2011), Jamaica (2011), Barbados (2011)
EUROPA: Bélgica (2003), Espanha (2009)

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Desde miúda que o bichinho da curiosidade por conhecer novos “mundos” me picou. Até acho que bem pode ter sido numa daquelas acampadas nas que os nossos pais nos levavam todos os anos. Ou então por eles próprios nos encorajar a viajar com a família quando surgia a oportunidade. E não foram poucas vezes!

A primeira viagem de que me lembro “ter feito” sozinha, isto é, sem o aconchego dos pais, foi à tenra idade dos 6 anos, quando os meus tios me levaram para atravessar a península inteira para ir visitar outros familiares! Ora estão a ver a emoção que foi, não é? E eu não podia ter ido mais feliz! Tanto que, a partir desse dia, só perguntava: “O mamã, quando é que vai ser a próxima viagem? Vamos falar com os tios?”.

Chegou depois a época das colónias de verão. Assim tive idade para isso (lá pelos 10 ou 11 anos), fui todos os verões4 à descoberta de novas experiências que me trazem tão lindas recordações como aquela de uma primeira dança de dois miúdos muito queridinhos e timidinhos ao som do Sergio Dalma “Bailar de lejos no es bailar […] bailar pegados es bailar” e, ironicamente, estarem tão longe o um do outro que quase nem se tocavam, ou a saudade de deixar para trás as primeiras pessoas que iriam ter um impacto na tua vida mas que nunca mais iria encontrar.

Os anos continuaram a passar e o bichinho continuava a querer despontar. Mais alguma viagem em família (incluídas várias a Portugal – que galego nunca esteve em Valença do Minho?), escuteiros na primária, viagens na secundária a Andorra para esquiar ou a Paris de intercâmbio, foram alimentando-o, até que chegou a primeira grande aventura: com 16 anos, meus tios e meus pais, enfiaram-nos a meu primo e a mim num comboio noturno destino Madrid, onde teríamos que 5ir para o aeroporto, para apanhar um avião para Paris, mudar de aeroporto, e apanhar outro avião para a Bretanha francesa, onde iríamos passar umas semanas na casa de uns amigos de outros tios com filhos da nossa idade para que praticássemos o francês. A anedota (que mais foi aflição) desta viagem foi a piadinha do Senhor Taxista Madrilenho que fez questão de se rir um bocadinho de nós tímidos adolescentes recém-chegados à big city dizendo que não nos dava o troco da nota com que pagamos. E não deu mesmo! Primeira lição de que na vida é preciso ser-se forte e deixar-se de “acanhadurias”!

No verão seguinte, aos 17 anos, escrevi uma carta no âmbito de um concurso de línguas e fui selecionada para receber uma6 bolsa para passar 6 semanas com uma família norte-americana do Oregon e praticar o inglês. A família foi muito querida mesmo! Lembro que me levaram a São Francisco; a sensação que senti quando vi o Golden Gate Bridge foi indiscritível: eu, miudinha compostelana, estava a ver, a atravessar mesmo, aquilo que “só” aparecia nos filmes. Foi tão emocionante… até contagiei as lágrimas à família toda! Foi também a primeira vez que “tocava” outro mar para além do Atlântico: o Pacífico. Já só me faltavam todos os outros!

7Menina já universitária, escolhi a universidade mais longe possível para sair de casa. Ah, pois é! Eu perder a oportunidade de saber como é ser “independente”? Não, obrigada! Disto há já 14 anos e, apesar da advertência da minha irmã mais velha (“Hás de voltar”, despediu-se ela de mim…), cá continuo, a tomar conta de mim!

Como não podia ser de outra forma tendo estudado tradução, candidatei-me a uma mobilidade Erasmus. Para assegurar que ficava selecionada, optei por escolher como primeira opção Leiria (porque será que ninguém queria ir…?) deixando as mui procuradas Inglaterras, Franças e Alemanhas para os meus colegas. E que bem que eu fiz! Passei lá um ano inteiro e ainda hoje tenho a certeza de que voltaria a fazer o mesmo. Não é por acaso que a minha vida tomou um rumo diferente desde aquele ano!

Gostei tanto da experiência que me candidatei (antes inclusivamente de acabar o curso) a uma bolsa de mobilidade Leonardo da Vinci. País de acolhimento: Portugal again! Mas desta vez, mais a norte: Porto.

Logo a seguir à bolsa, surgiu a oportunidade de ficar a trabalhar cá no Porto no gabinete do Programa Europeu AlBan (América Latina Bolsas de Alto Nível), fazendo a gestão dos(as) bolseiros(as). Com este novo emprego, começaram as8 primeiras viagens por trabalho. A estreia foi Bruxelas, aquando da 1ª Reunião de Peritos AlBan, que teve o apoio da Comissão Europeia. Fiquei toda orgulhosa quando vi o meu nome impresso num crachá à frente do meu lugar na mesa! Ainda a trabalhar no AlBan mas já na área de Comunicação, tive oportunidade de voltar a Bruxelas e de atravessar novamente o “charco” e conhecer um bocadito da imensidão da Argentina e do Brasil para fazermos a divulgação do programa na América Latina. Viajar por trabalho não é bem a mesma coisa do que viajar por prazer, mas, ainda assim, sempre dei as boas-vindas a tal privilégio!

Como os(as) amigos(as) ou não queriam ir ao mesmo destino que eu, ou não tinham suficiente dinheiro, ou não lhes dava jeito ir na mesma altura, ou, ou, ou, decidi seguir a minha máxima de “não deixes de fazer as coisas por falta de companhia” e combina-la com aquela outra de “amanhã pode ser muito tarde”, e assim foi que peguei nas minhas primeiras poupanças (suor do árduo primeiro emprego) no verão de 2004 e “mandei-me” naquela primeira grande viagem de aventura que 9acabaria por ser um ponto de viragem na minha pacata vida: Argélia. Umas palavras que escrevi na altura descrevem bem os sentimentos que fervilharam no regresso da viagem e que, ainda hoje, sinto como se fossem ontem: “[…] No sabría cómo describir mis sentimientos ahora. Estoy contenta. Estoy triste. Un viaje. Un país. Un sueño. Una ilusión. Una alegría. Una cultura. Sus gentes. Pero la realidad ahora es muy distinta… ¿Cómo continuar con la misma rutina después de haber vivido semejante experiencia? ¿Cómo enfrentar el día a día sabiendo que existen todas esas gentes, esas costumbres, esas tierras, esas culturas? […] La forma de ver las cosas ya está empezando a cambiar. De momento, resignación, supongo, pero confío en que, algún día, tendré el10 coraje de vivir la vida tal como yo quiero y no como, en cierto modo, nos imponen”. Foi o meu primeiro contacto com África e soube, desde o primeiro segundo que lá passei, que tinha sido “picada” pela sua magia. E tanto foi assim que, não tinha acabado ainda esse ano, já eu estava a voltar ao Continente Negro, desta vez, aventurando-me na Mauritânia, também com um grupo de aventura com o qual percorremos o país de norte a sul.

O ano de 2005 foi, até o de agora, o ano das viagens por excelência. As constelações devem ter-se colocado numa posição tal que fizeram com que me considerasse a pessoa mais afortunada daquele ano “viajantemente” falando: Londres, Itália, Madagáscar, Marrocos, Jordânia, Síria e Líbano!

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Não resta dúvida de que foi um ano excelente que não me importava de repetir! Claro que, as razões para cada uma dessas viagens foram bem díspares: a primeira viagem foi com o intuito de festejar o aniversário de forma diferente; a segunda porque o avião da terceira partia de Milão portanto foi desculpa mais do que justificada aproveitar a conjuntura e ir duas semanas antes para conhecer a terra das pizzas e das massas (outra das minhas paixões, a culinária!); a quarta porque uma amiga “insistiu” em que queria que fosse com ela (a tal coisa da companhia…) e não houve forma de dizer que não (viagem é viagem!); a sexta e a sétima porque estavam próximas da quinta; e a quinta, bem, a quinta foi porque deixei tudo para atrás e decidi ir viver um ano para a Jordânia e estudar árabe. Depois de Portugal, esta foi a primeira vez que vivi num país com uma cultura realmente diferente da minha e tenho a dizer que foi uma das melhores experiências da minha vida até agora… exceto a parte em que se envolveram os Serviços Secretos da Sua Majestade da Jordânia! Nunca, mas nunca mesmo, deixem que ninguém vos faça uma foto no aeroporto! Medito que eu passei aquando da “pressão” do interrogatório, tal e qual como nos filmes! Agora já me rio, mas na altura, só queria fugir, e muito!

De volta em Europa, com as poupanças todas roidinhas pelo ano passado nas arábias, foi a vez de trabalhar novamente para conseguir mais uns trocos para aplicar em novas aventuras. Com esta ideia também, fiz um máster em Gestão de18 Projetos de Cooperação para o Desenvolvimento, pois, na realidade, um dos meus grandes sonhos de sempre era (e é) poder viver em África e pensei que, através desta formação, teria mais possibilidades de o alcançar. Não demorou a chegar essa “oportunidade”, apesar de não ter sido pela duração que tinha idealizado! Tive conhecimento de umas bolsas do governo regional da minha terra na área da cooperação para o desenvolvimento e lá consegui eu viver e trabalhar durante um mês inteirinho (não se consola quem não quer!) no Senegal, para dar apoio na identificação de um Programa Integral em Saint Louis.

Já no âmbito da minha experiência profissional como Técnica de Cooperação Internacional na U.Porto a tratar, 19nomeadamente, de candidaturas a projetos de educação, protocolos de cooperação e oportunidades de financiamento para toda a comunidade académica, entre outros, surgiram outras viagens por trabalho ao México, Bélgica, Espanha, África do Sul e, a mais destacada e recente de todas (novembro e dezembro de 2011), uma viagem de um mês às Caraíbas, no âmbito de uma bolsa para pessoal administrativo, onde tive oportunidade de conhecer de perto a cultura de Trinidad & Tobago, Jamaica e Barbados. Alguma vez na vida pensei eu estar naquelas terras paradisíacas?

COMPETÊNCIAS LINGUÍSTICAS*

Espanhol: Língua Materna
Português: C1 – Utilizador experiente
Inglês: C1 – Utilizador experiente
Francês: B2 – Utilizador independente
Italiano: B1 – Utilizador independente
Árabe: A1 – Utilizador elementar

INFORMÁTICA

• Microsoft Office (Word, Excel, Access, Power Point, Photo Editor, Front Page)
• Internet (browsers Internet Explorer, Netscape, Mozilla, Chrome)
• Programas de correio eletrónico Outlook Express, Netscape Mail e Eudora Mail
• Programa de legendagem Subtitle Worksop, PolyScript e WIN2020
• Programas de tradução assistida TRADOS e SDLX
• Programa de criação de páginas web Dreamweaver
• Conhecimentos básicos de Adobe Acrobat Writer e Photoshop

OUTRAS INFORMAÇÕES

Grande interesse pelas línguas e culturas de países estrangeiros, especialmente do continente africano.
Apaixonada por viagens e pelas diferentes culinárias do mundo.
Gosto especial pela fotografia, nomeadamente a de retratos.
Carta de condução desde 8 de maio de 1998.
Residência oficial no Porto, Portugal, de abril 2002 a maio 2005.
Residência oficial em Amã, Jordânia, de outubro 2005 a junho 2006.
Atualmente, residência oficial no Porto, Portugal, desde agosto 2007 até o presente.

Porto, 17 de setembro de 2012.

fin

Ana Mato Hombre